Freqüentemente muitos de nós achamos que Deus está condicionado aos espaços religiosos. Encontrá-lo no mundo para alguns é quase uma heresia. Mas o Deus da bíblia é surpreendente e são nesses espaços pouco privilegiados por nós (os religiosos) que ele tem prazer em se manifestar, pois o Vento sopra onde quer e como quer... Aleluia!
Estar na conferência Nacional de Juventude, realizada nos dias 27 a 30 de abril foi para mim (e creio, para meus companheiros da ABUB e Rede Fale) além de um grande aprendizado, foi um reencontro com Deus. Vi o Senhor quando, a despeito da pluraridade encontrada entre os cristãos, estávamos em comunhão refletindo sobre o nosso papel de influir positivamente na dura realidade da juventude brasileira. Encontrei a Graça em pessoas que, embora não sejam cristãs, estão sinceramente preocupadas com o próximo.
Vi pessoas sendo evangelizadas não pelo discurso (aliás, muito mais que palavras bem articuladas, evangelização é a encarnação do amor de Deus), mas pelo desejo daqueles que afirmam serem discípulos de Jesus de servir e amar sua geração, fugindo da tentação de pensar políticas públicas pra juventude olhando pro próprio umbigo. Como bem disse a Sarah Nigri (conselheira do CONJUVE/ABU), “temos que nos guiar pelo amor que sentimos uns pelos outros, independente de qualquer coisa. Sem nos preocuparmos com quem é ou não cristão”.
Fiquei encantado pela manifestação de Deus em gestos e atitudes que apontam para a salvação. Vimos barreiras e preconceitos quebrados por conta do bom testemunho de nossos irmãos ali presentes. Foi algo recorrente ouvirmos pessoas de outros segmentos representados na conferência afirmando que sua percepção sobre os evangélicos mudou positivamente depois da maneira ética, responsável e respeitosa com que buscamos nos portar naquele espaço privilegiado.
Caros irmãos, gostaria de terminar estimulando-os a repensar nossa vocação missionária. Somos o sal que tempera e Luz que alumia (ou pelo menos deveríamos ser!), mas infelizmente a participação dos evangélicos é muito pequena no debate sobre a juventude. Creio que somente teremos impacto hoje se ocuparmos (com qualidade, é claro) os espaços. Ocupemos as praças, as universidades, o CONJUVE, as favelas, o todo mundo e sinalizemos a verdade com os braços prontos para servir e com os corações abertos pra amar. Não poderemos celebrar a festa da fé se não colocarmos o nosso bloco na rua!
Sonho ver a juventude evangélica alegre, participativa e cheia de vida ajudando outros a encontrar Deus e sua Justiça, promovendo a esperança Viva do Reino do Pai celeste, que inclui a todos no seu amor!
Em Cristo, que nos chama ao exercício da encarnação e de sua graça!
Caio César – ABU/Sobral e Coordenador Nacional de Articulação da Rede FALE
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